Porque a mulher busca reconhecimento profissional? #1

Conheça a história da mulher no mercado de trabalho


O papel da mulher igualada aos escravos na sociedade foi determinado desde a antiguidade. A mulher saiu de casa para assumir cargos que até então eram masculinos, durante as guerras. Desde o final do século XIX com a Revolução Francesa, repetiu-se com a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e Revolução Industrial, o homem foi obrigado a assumir a defesa de seus países nos exércitos e as mulheres a buscarem e assumirem soluções para que a economia local não entrasse num colapso geral. Ao final das guerras, os homens voltaram para suas casas e as mulheres que se negaram a fazer o papel da “ dona de casa feliz” foram mortas.


Nas décadas de 50 – “ Os anos dourados” e “os Inesquecíveis anos 60”, surgiram novos conceitos, descobertas no campo da ciência, automobilismo, indústria e mídias como a chegada a televisão no Brasil e em Portugal.


Nesse período o governo de Vargas, criou várias leis trabalhistas, entre estas estão o salário mínimo, a carteira de trabalho, a jornada de oito horas, as férias remuneradas, a previdência social e o descanso semanal, todas são parte da chamada CLT (Conjunto de Leis Trabalhistas).


Você sabe quando a mulher foi inserida no mercado de trabalho?


“De acordo com Bassanezi* (1996), durante os anos 1960, a felicidade da mulher ainda era associada à tríade casamento, maternidade e afazeres domésticos. Os papéis dos homens e mulheres eram nítidos e ambos eram avaliados pelo seu bom cumprimento: o homem deveria prover o sustento do lar e a mulher realizar as tarefas domésticas, cuidar do marido e dos filhos, emocional e fisicamente.


As prendas domésticas eram de fundamental importância para que a mulher fosse considerada boa dona de casa. Seu bom desempenho influenciava a harmonia do lar, englobando aspectos como a limpeza da casa (que deveria ser feita sem incomodar o marido), o preparo de uma boa comida, e a preocupação em proporcionar um ambiente organizado e aconchegante para o homem.


A mulher era pensada para o reduto do lar, uma vez que a sua participação no mercado de trabalho, conforme Bassanezi (1996), era entendida como perigosa para o cumprimento eficaz dos deveres relacionados à maternidade, ao casamento e aos afazeres domésticos. Quanto mais a mulher tivesse habilidades domésticas, mais valorizada era pela sociedade da época.” Texto extraído da obra “A Proposta de Dona de Casa Ideal dos Guias “Biblioteca Do Lar”, “Dicas E Conselhos Práticos Para O Lar” E “Enciclopédia Ilustrada Do Lar E Da Arte Culinária”, Na Sociedade Brasileira, 1960-1974” de Camila Parente da Costa.


*BASSANEZI, Carla Beozzo. Virando as páginas, revendo as mulheres:revistas femininas e relações homem-mulher, 1945-1964. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.


Fonte: Movimento Bra-Burning ou A Queima dos Sutiãs (1968) em Atlantic city, EUA.


Uma forma de conhecimento e entretenimento para as mulheres da classe média, eram as revistas femininas como Manchete, Alterosa, Jovens Moços, Claudia, Querida, Capricho – que foi primeira destinada ao público feminino no Brasil, com conteúdo composto de fotonovelas, moda, beleza e comportamento.


Os artigos persuasivos eram escritos por homens machistas como o objetivo alienar toda uma geração de mulheres. Abordavam temas para a dona de casa, o amor e a felicidade do casal, as obrigações das mulheres para manter o casamento orientando como a mulher deveria se comportar dentro e fora do espaço doméstico. Em maio de 1955, a revista Housekeeping Monthly publicou um artigo chamado “o Guia da Boa Esposa”, que ditava o que a mulher deveria fazer para ser boa com seu marido e filhos.


Dicas e conselhos eram publicados em todas as edições: Confira abaixo:


1 - Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto. (Revista Claudia, 1962) 2 - A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa. (Jornal das Moças, 1945) 3 - A esposa deve vestir-se depois de casada com a mesma elegância de solteira, pois é preciso lembrar-se de que a caça já foi feita, mas é preciso mantê-la bem presa. (Jornal das Moças, 1955) 4 - Se o seu marido fuma , não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa. (Jornal das Moças, 1957) 5 - A mulher deve estar ciente de que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara. (Revista Claudia, 1962) 6 - Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (Revista Querida,1954)


Buscar dignidade e autonomia na vida pessoal e reconhecimento profissional foi romper com séculos de opressão. Durante a década de 1970 nos Estados Unidos, a luta pela liberdade feminina foi marcada por um movimento nomeado pela mídia com Bra-Burning, ou em português ‘A Queima dos Sutiãs’ para acabar com a exploração comercial realizada contra as mulheres.


Cerca de 400 ativistas do Women’s Liberation Movement - WLM protestaram durante a realização do concurso “ Miss America” para romper com a visão opressiva em relação às mulheres, em 7 de setembro de 1968, em Atlantic City, EUA.

Assim, já dentro espaço elas colocaram no chão - sutiãs, sapatos de salto alto, cílios postiços, sprays de laquê, maquiagens, revistas, espartilhos, cintas e outros objetos que simbolizavam a beleza feminina.


A ‘queima dos sutiãs’ propriamente dita nunca aconteceu, mas a atitude das manifestantes foi incendiária. Após esse evento houve uma corrida ao mercado de trabalho. Desde então, a mulher sujeitou-se a sub-empregos e a salários muito menores do que homens.


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Fonte:

http://wikipedia.com.br http://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/revistas-femininas-nos-anos-50-e-60-a-mulher-no-mundo-machista.html

Claudia Cardillo Coach e Palestrante

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Claudia Cardillo, possui experiência de 25 anos em Marketing, Vendas e Eventos. Executa projetos de Planejamento Estratégico, Treinamento de Marketing, Vendas e Eventos. Desde 2013 é Coach de Carreira e Life Coaching,desenvolve atividades de coaching e PNL como Life Coaching, Coach de Carreira, Saúde & Bem Estar, Spiritual Coach e Reiki, Emagrecimento, Coach para Casais e Noivos. Faz Assessoria de Marketing, Estilo & Imagem Corporativa, Marketing Pessoal e Dress Code.


Palestrante de temas diretamente ligados às competências essenciais de todo profissional, como: liderança, motivação e autoestima, qualidade, inovação e criatividade, técnicas de negociação, administração de conflitos, autogestão, desenvolvimento pessoal e profissional, treinamento em assessoria de imagem, marketing pessoal, marketing, liderança e vendas desenvolvimento de equipes para resultados e mudanças organizacionais.


Atualmente, atua por meio de atendimentos individuais e em grupo, tanto presencial como online. Formada pela Sociedade Brasileira de Coaching, também é graduada em Relações Internacionais pela FMU, e acumula experiência nas áreas de comunicação, marketing, eventos, inteligência de marketing. Para saber mais sobre essa profissional e como ela pode te ajudar, acesse http://claudiacardillo.wixsite.com/coaching Para entrar em contato, envie um email claudia.cardillo@outlook.com.br


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